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Com shows e discursos de ativistas, flotilha com dezenas de barcos se prepara para ir a Gaza

A flotilha, que parte de Barcelona, busca levar ajuda humanitária a Gaza em meio ao bloqueio imposto por Israel. Participantes de 44 países, incluindo figuras políticas e ativistas conhecidos, se mobilizam para a ação, prevista para acontecer neste domingo.

Centenas de barcos partirão de Barcelona neste domingo (31) em direção a Gaza, em um esforço de **ativistas** para furar o bloqueio israelense e levar ajuda humanitária ao território.

A mobilização é da Flotilla Global Sumud, que se inspira na palavra árabe para resiliência, vinculada à luta palestina. Entre os participantes estão a ativista Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila, ambos presos em tentativas anteriores.

No total, 13 brasileiros estão confirmados para a embarcação. A expectativa é de reunir cerca de 700 pessoas de 44 países, incluindo políticos europeus. Antes da partida, atividades e discursos ocorrerão a partir de sexta (29).

Os barcos passarão por mais três portos sem paradas, visando reunir mais embarcações durante o trajeto, que inclui Túnis em 4 de novembro. A flotilha espera mobilizar 80 embarcações, levando alimentos, medicamentos e outros itens básicos.

A Global Sumud é independente, financiada por doações, mas não revelou custos ou doadores. O major Rafael Rozenszajn, porta-voz das Forças de Defesa de Israel, afirmou que o Exército não permitirá que o bloqueio naval seja furado.

Esta ação se segue a uma tentativa anterior em maio, onde a Marinha israelense interceptou uma missão com 12 ativistas. O ataque de 2010 a uma flotilha resultou em nove mortes e intensos conflitos diplomáticos.

A flotilha ocorre em um momento em que o Conselho de Segurança da ONU declarou que a fome em Gaza é uma consequência de "ações humanas". A ONU também declarou oficialmente um cenário de fome no território, afetando **500 mil pessoas**.

Rozenszajn, seguindo o discurso do governo Netanyahu, atribui a tragédia humanitária ao Hamas, negando que Israel promova intencionalmente a fome. Ele fez uma comparação com a situação no Brasil, enfatizando que a fome não é resultado de políticas governamentais.

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