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Com tarifaço de Trump, EUA não venderam sequer um saco de soja para a China em mês crucial

Impedimentos comerciais entre EUA e China afetam as exportações de soja americanas, deixando agricultores preocupados com o futuro financeiro. Enquanto isso, a China intensifica suas compras de soja brasileira, que já apresenta preços 20% acima da média americana.

Implicações da Guerra Comercial

Poucos dias antes do início da temporada de exportação de soja dos EUA, a China, maior cliente global, não fez compras de soja americana para o próximo ano. A guerra comercial entre EUA e China, iniciada durante o governo Trump, suspendeu as negociações.

Impacto nas Negociações

A China impôs tarifas sobre a soja americana em março, tornando-a menos competitiva. Com as colheitas nos EUA começando em setembro, agosto é crucial para as encomendas, mas, até agora, nenhuma carga foi encomendada pela China.

Atrasos nas Compras

O atraso nas compras está relacionado a negociações comerciais que se estenderão até 10 de novembro. O setor, altamente sazonal, depende da colheita americana até que a soja do Brasil entre no mercado a partir de fevereiro.

Expectativas Futuras

Analistas acreditam que a China pode recorrer à soja brasileira. Com grandes estoques já adquiridos, a consultoria Mysteel espera mais de 30 milhões de toneladas de soja brasileira nos próximos três meses.

Preços em Alta

A soja brasileira já subiu 20% desde o início do ano, e as processadoras chinesas poderão pagar preços mais altos se dependerem apenas do Brasil.

Alternativas e Riscos

A China pode diversificar seus fornecedores ou reduzir a demanda, testando carregamentos de farelo de soja da Argentina e buscando reduzir o uso nas rações. No entanto, depender apenas da América do Sul pode ser arriscado devido à sazonalidade.

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