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Com Trump controlando a polícia em Washington, famílias negras discutem como evitar abordagem

Presença ampliada de agentes federais em Washington gera apreensão entre pais negros, que impõem regras mais rígidas para seus filhos. A preocupação se intensifica com a possibilidade de abordagens policiais e o impacto da retórica de segurança do presidente.

Medidas de segurança em Washington estão gerando preocupação entre famílias negras após a ordem do presidente Donald Trump para aumentar a presença federal na capital dos EUA.

Charlene Golphin, ao informar seu filho de 17 anos, Atrayu Lee, sobre o toque de recolher reduzido, expressou receio de que ele pudesse ser alvo de agentes de segurança. Apesar do temor da mãe, Lee acredita que está seguro, pois evita situações que poderiam levar a interações com a polícia.

Com o aumento das patrulhas, pais negros estão adotando regras mais rígidas e reabrindo diálogos sobre o policiamento e as abordagens raciais. Essa jornada dialogal já havia sido influenciada por casos como os de Trayvon Martin e Michael Brown.

Keith Flemons expressou seu desejo de permitir que seus filhos vivessem sem preocupações quanto à polícia, mas agora sente a necessidade de reiterar essas conversas. Attorney Shaquita Miles descrê uma lista de precauções para seu filho, como prezar pelo respeito diante de agentes e evitar roupas chamativas.

Além da pressão federal, muitos se sentem desanimados com a percepção racial que se intensificou, especialmente quando Trump descreveu Washington de forma negativa. “Estamos sendo policiados por quem somos?”, questionou Miles.

No entanto, a maioria dos pais afirma que nunca pedirão aos filhos que suprimam sua identidade. Ronald Moten reafirma que, apesar da preocupação, seu filho não deixará de viver sua negritude. Assim como Mayada Mannan-Brake, que não deseja que seu filho mude seu estilo para evitar discriminação.

A mobilização entre pais de Washington já começou, com a criação de redes de ajuda e suporte mútuo. Escolas locais implementaram iniciativas para garantir a segurança dos alunos, incluindo transportes seguros e vigilância comunitária durante horários críticos.

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