Combate à fome não é de esquerda ou direita, diz Kiko Afonso
Kiko Afonso destaca a importância de políticas duradouras no combate à fome, ressaltando que a luta transcende divisões políticas. Ele também enfatiza a continuidade do trabalho mesmo após a saída do Brasil do Mapa da Fome.
CEO da Ação da Cidadania, Kiko Afonso, defendeu o combate à fome como uma questão de debate nacional, não partidária, durante a cerimônia do Pacto Contra a Fome na Câmara dos Deputados, em 27 de agosto de 2025.
Kiko destacou a importância de construir políticas de Estado para garantir a longevidade no cuidado alimentar. Ele criticou a administração anterior, que, segundo ele, destruiu políticas públicas de assistência social. "Construir é difícil, destruir é fácil", afirmou.
O CEO reafirmou que a luta contra a fome continuará, apesar da recente declaração da FAO/ONU que excluiu o Brasil do Mapa da Fome, com menos de 2,5% da população em “subalimentação”. “O trabalho não pode parar”, enfatizou.
O Pacto Contra a Fome apresentou 7 iniciativas, com 5 projetos na Câmara e 2 no Senado, que receberão prioridade conforme afirmado pelo presidente Hugo Motta.
- Iniciativas focadas em políticas públicas estruturantes para combater a fome e insegurança alimentar;
- Redução do desperdício de alimentos;
- Engajamento da sociedade civil nas soluções.
A coalizão suprapartidária também atua na replicação de boas práticas nos bancos de alimentos, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
Esta reportagem foi escrita por Davi Alencar sob supervisão de Matheus Collaço.