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Combate à lavagem de dinheiro: por que a Receita quer das fintechs as mesmas informações que cobra dos bancos?

Receita Federal estabelece nova norma que equipara fintechs aos bancos para fins de fiscalização. Medida visa reforçar o combate ao crime organizado e aumentar a transparência nas transações financeiras.

Novas diretrizes para regulamentação das fintechs estão sendo implementadas pela Receita Federal, que hoje publica uma instrução normativa.

Essa norma visa dar às fintechs o mesmo tratamento das instituições bancárias em relação ao Fisco, impondo a obrigação de informar dados para monitoramento de transações financeiras.

A instrução é considerada "sucinta" e tem como objetivo combater o crime, semelhante à Operação Carbono Oculto.

Atualmente, apenas bancos precisam reportar transações acima de R$ 2 mil por mês para pessoas físicas. A falta de dados das fintechs dificulta a fiscalização para o combate a ilícitos, conforme avaliação do governo.

A nova norma estabelece que as fintechs estarão sujeitas às mesmas normas fiscais que as instituições financeiras.

  • Fintechs têm sido usadas para lavagem de dinheiro devido a um vácuo regulamentar.
  • A nova instrução normativa foi planejada desde setembro de 2022, com a aplicação a partir de 2025.
  • A Receita Federal reiterou que não está criando novas regras, mas apenas regulamentando o que já existe.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que a partir de hoje, as fintechs terão que cumprir as mesmas obrigações que os grandes bancos, aumentando a fiscalização e a parceria com a Polícia Federal para combater esquemas de lavagem de dinheiro.

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