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Comerciantes de commodities adquirem ativos e apertam controle sobre cadeias de suprimento globais

Com lucros recordes devido à crise energética, empresas de commodities estão diversificando seus investimentos em diversos setores, como energia e biocombustíveis. O movimento busca aumentar o controle sobre as cadeias de suprimentos globais e consolidar sua posição de mercado em meio à crescente competição.

Comerciantes de commodities estão utilizando lucros recordes da crise energética para expandir seus negócios e aumentar o controle sobre cadeias de suprimentos globais.

Desde a invasão da Ucrânia em 2022, grandes casas de comércio como Trafigura, Vitol, Gunvor e Mercuria geraram mais de US$ 57 bilhões em lucros líquidos, com Vitol ainda aguardando resultados de 2024.

Essas empresas estão diversificando, investindo em metais, biocombustíveis e ativos fixos como navios e refinarias. Marco Dunand, da Mercuria, comentou a possibilidade de investimentos de meio bilhão de dólares ou mais em diversos projetos.

As casas de comércio, tradicionalmente focadas em petróleo, estão agora construindo equipes para o comércio de metais, respondendo à crescente demanda por cobre e alumínio na transição energética.

Apesar do domínio em queda das principais empresas de comércio, que perderam cerca de 10 pontos percentuais de participação de mercado desde 2019, investimentos em infraestrutura têm sido vistos como forma de fortalecer o negócio principal.

  • Gunvor adquiriu 50% da Total Parco no Paquistão e 75% de uma usina de gás na Espanha.
  • A Vitol, maior comerciante independente de energia, fez US$ 13,2 bilhões em lucro líquido em 2023, expandindo seu portfólio com ativos significativos.
  • Trafigura, sob novo comando, está revisando ativos operacionais e investindo em biocombustíveis e refinarias.

A Vitol destaca que, com novos ativos, a integração entre eles e o comércio tem sido essencial, promovendo uma "nova fase" em suas operações.

O comércio de commodities continua a evoluir, com fundos de hedge entrando em cena, aumentando a competição. O aumento da infraestrutura física pelas casas de comércio pode ser a chave para sua longevidade.

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