HOME FEEDBACK

'Comércio é ganha-ganha', diz Alckmin ao reafirmar que Brasil não é problema para os EUA

Alckmin reafirma a abertura do Brasil ao diálogo e destaca superávit na balança comercial com os EUA. Ministro da Fazenda classifica tarifas americanas como retaliação injustificável e ressalta a importância de parcerias comerciais.

Presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou em 1º de abril que o Brasil não é problema para os Estados Unidos, destacando um superávit de US$ 25 bilhões na balança comercial.

Ele respondeu a questionamentos sobre as tarifas prometidas pelo presidente Donald Trump, enfatizando que:

  • Dos dez produtos mais exportados pelos EUA ao Brasil, oito são isentos de tarifas.
  • A tarifa média de produtos e serviços é de apenas 2,7%.
  • O governo brasileiro adota uma postura de diálogo.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, considerou as possíveis tarifas dos EUA uma "retaliação injustificável" e destacou a balança comercial superavitária para os americanos.

Alckmin, durante evento no Rio de Janeiro, lembrou dos 200 anos de parceria com os EUA e destacou a abertura do comércio exterior, com acordos como Mercosul-Cingapura e Mercosul-União Europeia.

Sobre o Projeto de Lei da Reciprocidade Econômica aprovado no Senado, ele elogiou a iniciativa, mas reiterou que o diálogo é o melhor caminho.

O que diz o projeto de lei:

  • Permite sanções comerciais ao Brasil para países que não mantenham isonomia econômica.
  • Resposta ao "tarifaço" de Trump e possíveis restrições da Europa.
  • Seguirá para a Câmara após votação terminativa.
  • A Câmara de Comércio Exterior (Camex) poderá suspender concessões comerciais em resposta a sanções.

Atualmente, o Brasil não pode aplicar tarifas unilateralmente, o que complicaria a resposta a potenciais retaliações de Trump.

Leia mais em exame