'Comércio é ganha-ganha, e não olho por olho', diz Alckmin ao reafirmar que Brasil não é problema para os EUA
Brasil destaca superávit comercial com os EUA e aposta no diálogo para enfrentar tarifas externas. Projeto de Lei da Reciprocidade Econômica busca garantir isonomia nas relações comerciais.
Geraldo Alckmin, presidente em exercício do Brasil, afirmou que o país não é um problema para os Estados Unidos, destacando um superávit de US$ 25 bilhões na balança comercial.
Alckmin comentou sobre as tarifas prometidas por Donald Trump e ressaltou que, dos dez principais produtos exportados pelos EUA ao Brasil, oito são isentos de tarifas. A tarifa média final é de apenas 2,7%.
Durante um evento no Riocentro, Alckmin enfatizou a importância do diálogo no comércio exterior. Ele reforçou que o Brasil tem uma longa parceria com os EUA e está ampliando seu comércio.
O presidente elogiou acordos recentes, como Mercosul-Cingapura e Mercosul-União Europeia, visando um comércio recíproco e competitivo.
Sobre o Projeto de Lei da Reciprocidade Econômica, aprovado por unanimidade no Senado, Alckmin destacou que o diálogo continua sendo o melhor caminho, mesmo apoiando a criação de um arcabouço jurídico que responda a sanções comerciais.
O projeto permite ao Brasil retaliar economicamente países que não mantêm isonomia econômica, em resposta às tarifas de Trump e restrições da Europa à proteína bovina e à soja. Após ser aprovado, o texto seguirá para a Câmara dos Deputados.
Caso aprovado, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) poderá adotar medidas contra países que afetem a competitividade dos produtos brasileiros, incluindo suspensões de concessões comerciais e taxações extras.
Atualmente, o Brasil enfrenta limitações para aplicar tarifas unilateralmente, o que pode dificultar respostas a possíveis ações de Trump.