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Como a Alemanha está deixando passado para trás e se prepara para possível guerra

Alemanha intensifica investimentos militares após invasão da Ucrânia, enfrentando um cenário de ameaça crescente da Rússia. O general Carsten Breuer alerta para a necessidade urgente de aumentar o efetivo e a preparação das Forças Armadas.

Exercícios militares na Alemanha geram inquietação na população. Soldados realizam lançamentos de mísseis com explosões constantes, quase ignoradas pelos moradores de Munster.

As Forças Armadas alemãs (Bundeswehr) recebem apoio significativo após aprovação do Parlamento, que isenta gastos militares das regras de dívida nacional.

O general Carsten Breuer destaca a urgência de aumento de investimentos devido à ameaça russa, acreditando que a agressão não se limita à Ucrânia. Ele ressalta: "Temos que fazer o que for necessário para impedir isso".

A invasão da Ucrânia mudou o pensamento militar na Alemanha, país que historicamente rejeita o poderio militar devido ao seu passado agressor.

O ex-chanceler Olaf Scholz anunciou um investimento de 100 bilhões de euros para fortalecer a defesa, mas Breuer considera isso insuficiente. "Nós tapamos um pouco os buracos", afirma.

Uma avaliação revela que a Bundeswehr tem "muito pouco de tudo", desde munição até infraestrutura. A suspensão do teto da dívida oferece recursos necessários para resolver esses problemas.

Uma pesquisa recente indica que 79% dos alemães veem Putin como uma ameaça, e a confiança na proteção americana foi abalada.

A cautela tradicional dos alemães em relação à militarização está mudando rapidamente. Jovens como Charlotte Kreft reconhecem a necessidade de defender valores democráticos.

A Bundeswehr enfrenta dificuldades em recrutar soldados. O general Breuer defende um retorno ao serviço militar obrigatório, afirmando que a Alemanha precisa urgentemente de 100 mil soldados adicionais.

Breuer questiona o público: "Você está pronto para a guerra?", enfatizando que a Alemanha deve se preparar para desafios crescentes com a Rússia e a incerteza sobre o apoio dos EUA.

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