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Como as ‘big techs’ fazem dinheiro com a sua atenção

Chris Hayes critica o "capitalismo da atenção" em seu novo livro e alerta para os impactos negativos dessa disputa constante pela atenção dos usuários. Ele destaca como a captura involuntária da atenção se tornou uma moeda valiosa para as empresas modernas, afetando desde a saúde mental até a política.

Chris Hayes, âncora da MSNBC, discute o conceito de capitalismo da atenção em seu livro "Capitalismo da atenção: Como a atenção se tornou o recurso mais escasso do mundo". A obra será lançada em 29 de agosto e analisa como empresas como Amazon e TikTok capturam e vendem a atenção dos usuários como mercadoria.

Hayes destaca que a receita dessas empresas vem da publicidade, e que, em um mercado saturado, a atenção involuntária é mais facilmente capturada do que a voluntária. Ele menciona que essa competição predatória tem efeitos negativos na vida moderna, como aumento da depressão entre crianças e adolescentes.

A ineficácia das plataformas em manter a atenção dos usuários é comparada ao modelo de cassino, onde interrupções constantes são projetadas para captar o foco. Hayes também traça um paralelo entre a alienação do trabalho, conforme descrito por Marx, e a alienação da atenção, que agora é extraída e monetizada pelas empresas.

No campo político, Hayes argumenta que figuras como Donald Trump aproveitam essa dinâmica, utilizando a atenção negativa como estratégia. Ele chama a atenção para o fenômeno da "política troll", onde a busca por atenção predomina sobre a qualidade do discurso.

Apesar da situação preocupante, Hayes expressa uma esperança contida, mencionando que muitas plataformas estão em declínio e que um movimento de reação está emergindo contra a degradação causada por essas práticas.

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