Como funcionam os bunkers que protegem bilhões em criptomoedas
Bunkers cripto surgem como fortificações modernas para proteger bilhões em ativos digitais, garantindo segurança contra ciberataques. O Brasil já conta com uma estrutura dedicada e espera por regulamentações que impulsionem a custódia de criptomoedas.
Bunkers Cripto: Fortalezas para Segurança de Ativos Digitais
Salas sem Wi-Fi, com acesso restrito e protegidas por portas blindadas, são os chamados bunkers cripto. Essas estruturas garantem segurança para bilhões em criptomoedas, como o Bitcoin.
Instalações em todo o mundo, a maioria delas em locais secretos, visam proteger chaves virtuais que movimentam criptoativos sem forma física. Este modelo, chamado de custódia fria, se intensificou com a entrada de investidores institucionais e regulamentações crescentes.
Em 2023, o mercado global de segurança para criptoativos movimentou US$ 3,52 bilhões, com expectativa de alcançar US$ 16,05 bilhões até 2030.
Esses bunkers armazenam dispositivos como pendrives que guardam chaves virtuais e exigem acesso rigoroso. A Suíça é um exemplo de país que abriga esse tipo de estrutura, destacando o bunker do Xapo Bank em um ex-bunker militar. Em São Paulo, a empresa Prosegur finalizou um bunker em 2023, aguardando regulamentação para iniciar operações comerciais.
O cenário regulatório brasileiro, com o marco para criptos em desenvolvimento, estimula a demanda por depósitos seguros. Em 2024, transações institucionais aumentaram 48%, ressaltando o crescente interesse no mercado.
O Brasil ocupa a décima posição mundial em adoção de cripto, e a tendência é de que o isolamento físico para segurança aumente, seguindo padrões globais, como no Japão e Coreia do Sul.
As metodologias de custódia fria estão em evolução. Empresas como Coinbase e Mercado Bitcoin adotam protocolos rigorosos, combinando segurança física e processos tecnológicos avançados.
A QR Asset Management mantém a maioria de seus ativos cripto em carteiras frias, enquanto a indústria busca investimento em tecnologias de proteção devido ao aumento de ciberataques, que já causaram perdas de US$ 13,6 bilhões desde 2015.
Em suma, os bunkers cripto representam uma solução robusta para segurança de criptoativos no contexto crescente de regulamentação e adoção de tecnologia no setor financeiro.