Como 'máfia do PayPal' e Elon Musk influenciam asilo de Trump a brancos da África do Sul
Crise diplomática entre EUA e África do Sul é marcada pela expulsão de embaixador e medidas controversas de Trump. A situação reflete tensões históricas e interesses influentes ligados à comunidade africânder.
A relação entre os EUA e a África do Sul está em crise, com a expulsão do embaixador sul-africano Ebrahim Rasool pela Casa Branca. Ele acusou a administração Trump de fomentar uma "insurgência supremacista" no Ocidente.
O secretário de Estado, Marco Rubio, descreveu Rasool como um "agitador racial". Essa tensão surgiu após Trump suspender a ajuda americana à África do Sul e assinar uma ordem que oferece asilo aos africâneres, uma comunidade branca local, alegando discriminá-los.
Especuladores atribuem essa retórica a figuras como Elon Musk e Peter Thiel, que argumentam que a população branca sul-africana enfrenta ameaças, sugerindo uma "prévia" do que poderia ocorrer nos EUA com políticas de diversidade.
Trump justificou suas iniciativas afirmando que os brancos são "vítimas de discriminação racial injusta", referindo-se à expropriação de terras sem indenização prevista por uma nova lei.
Relacionamento histórico: Desde o fim do apartheid, os brancos, que representam 7% da população, possuem cerca de 70% das terras privadas. Em contraste, um branco é em média 20 vezes mais rico que um negro.
As tensões também se amplificaram pela decisão da África do Sul de levar Israel ao Tribunal Internacional por alegações de genocídio. Isso provocou resposta da administração Trump, destacando a hipocrisia em cumprir os direitos humanos.
A influência da 'máfia do PayPal': Musk, Thiel e outros membros desse grupo de ex-executivos vincularam suas críticas às políticas da África do Sul à segurança dos brancos, clamando por intervenção dos EUA.
Musk, em particular, tem uma visão de que as cotas raciais o impedem de expandir seus negócios no Brasil. Ele descreveu as políticas sul-africanas como "abertamente racistas".
Experts acreditam que, além da situação em África do Sul, os interesses do grupo refletem preocupações maiores sobre diversidade racial nas políticas ocidentais, ligando experiências locais a uma narrativa mais ampla sobre supremacia de mérito e resistência a mudanças progressistas.