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Como o projeto de isenção do IR saiu do aparente consenso e volta a empacar na Câmara; leia bastidor

Disputa interna entre líderes do Centrão reabre discussões sobre a tributação da alta renda, complicando a tramitação do projeto de isenção do Imposto de Renda. Governo busca aprovação rápida para consolidar a proposta antes das eleições de 2026.

Tramitação do projeto de isenção do IR em urgência enfrenta obstáculos.

A proposta, que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil mensais, teve apoio simbólico na Câmara, mas a discussão sobre tributação da alta renda foi reaberta por líderes do Centrão.

Arthur Lira (PP-AL) é o responsável pelo projeto, que pode sofrer alterações. O PP pretende aumentar a CSLL dos grandes bancos com lucro acima de R$ 1 bilhão como compensação pela isenção.

A proposta do governo exige que quem ganha acima de R$ 600 mil por ano pague mais IR, com alíquotas crescendo até 10% para rendimentos acima de R$ 1,2 milhão.

Deputados do PP, como Cláudio Cajado, propõem aumentar o limite para isenção de R$ 7 mil para R$ 7.590, utilizando a arrecadação da CSLL.

Um grupo de oposição planeja uma emenda para derrubar a compensação, o que custaria R$ 25,8 bilhões ao governo no próximo ano.

A maior preocupação do governo não é apenas aprovar o projeto, mas evitar que a oposição proponha aumentar o limite da isenção para quem ganha até R$ 10 mil.

Expectativas de votação se tornaram incertas após Lira mencionar “200 propostas em discussão” sobre o IR. O apoio do Ministério da Fazenda e a necessidade de aprovação até 31 de dezembro são fundamentais para a estratégia eleitoral do governo.

Reuniões devem ocorrer para definir um cronograma de votação, com a pressão para acelerar pagamentos de emendas visando melhorar o ambiente legislativo.

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