HOME FEEDBACK

Como PCC usa a Faria Lima para lucrar bilhões, segundo investigações da Receita e a PF

Autoridades realizam uma operação coordenada em São Paulo para desmantelar um esquema do PCC que movimentou bilhões em recursos ilícitos. Aproximadamente 40 fundos de investimento estão sob investigação por ajudar na lavagem de dinheiro e na blindagem dos ativos da facção criminosa.

Operações contra o PCC: A Polícia Federal e a Receita Federal, junto ao Ministério Público de São Paulo, realizaram três operações em 28/8. O objetivo é desmantelar um esquema do Primeiro Comando da Capital (PCC) que supostamente movimentou R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.

Infiltração Criminal: As operações, denominadas Carbono Oculto, Quasar e Tank, revelaram como a facção utilizava fundos de investimento e empresas financeiras na avenida Faria Lima para lavar e ocultar recursos do tráfico de drogas e combustíveis.

Mandados de Prisão: Foram expedidos 14 mandados, com apenas 6 cumpridos até o momento. As autoridades consideram este um marco no combate ao crime organizado no Brasil.

Implicações Econômicas: O esquema também inclui sonegação de impostos e adulteração de combustíveis, resultando numa perda de receita de aproximadamente R$ 8,67 bilhões.

Operação em Quatro Etapas: O principal esquema investigado na Operação Carbono Oculto funcionava em quatro etapas, envolvendo importação de combustíveis, lavagem de dinheiro, ocultação de recursos e blindagem patrimonial do PCC por meio de fundos de investimento.

  • 1. Importadoras adquiriram combustíveis no exterior e distribuíram para postos controlados pelo PCC.
  • 2. Postos foram usados para lavar dinheiro do tráfico, ocultando a origem dos recursos.
  • 3. Utilização de fintechs para ocultar os recursos ilícitos, como o BK Bank.
  • 4. Blindagem do patrimônio através de investimentos em fundos com ligação ao PCC.

Responsabilidade dos Fundos: A administradora Reag Investimentos foi citada como alvo da operação. Suspeita-se que 40 fundos de investimentos vinculados ao PCC acumularam R$ 30 bilhões e financiaram bens e empresas usados pelas atividades ilícitas.

Controle e Regulação: A Receita Federal criticou a falta de controle sobre fintechs, que podem ser exploradas para lavagem de dinheiro. A subsecretária Andrea Costa Chaves destacou que é necessário fortalecer a vigilância nesse setor.

Contexto: O esquema expõe brechas legais e a infiltração do crime organizado. As operações visam restaurar a confiança nas instituições financeiras enquanto combate práticas criminosas.

Leia mais em bbc