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Como tarifas de Trump ao Vietnã devem deixar os tênis da Nike e Adidas mais caros

Tarifas impostas pelos EUA ao Vietnã geram preocupação entre grandes marcas como Nike e Adidas. Aumento dos custos de produção pode impactar preços ao consumidor e a dinâmica das cadeias de suprimentos.

Empresas de calçados e vestuário enfrentam desafios devido às novas tarifas impostas pelos EUA ao Vietnã, um centro de produção crucial.

Na quarta-feira, os EUA aplicaram uma tarifa recíproca de 46% sobre produtos vietnamitas como parte da guerra comercial sob a administração de Donald Trump.

A Nike e a Adidas investiram pesadamente no Vietnã, onde atualmente são fabricados cerca da metade dos tênis da Nike e 39% dos da Adidas.

Essas empresas dependem do Vietnã para mais de US$ 20 bilhões em receita anual combinada.

As ações da Nike caíram 4% após o anúncio das tarifas, aumentando a incerteza na cadeia de suprimentos.

Poonam Goyal, analista da Bloomberg Intelligence, comentou: “Alterar as cadeias de suprimentos não é uma opção”, levantando preocupações sobre o aumento dos preços para os consumidores.

  • Grandes varejistas como Fast Retailing Co., H&M e Gap também dependem do Vietnã como fornecedor.
  • O Vietnã exportou US$ 44 bilhões em têxteis no último ano, com os EUA como maior mercado.
  • Durante o primeiro mandato de Trump, a produção foi aumentada devido à guerra comercial com a China.

O Vietnã, por sua mão de obra qualificada e acordos comerciais, emergiu como um forte concorrente à China, com crescimento do PIB de 7,1% no ano passado.

O secretário de Estado Marco Rubio incentivou o Vietnã a abordar desequilíbrios comerciais, já que o superávit comercial do Vietnã com os EUA superou US$ 123 bilhões no ano passado.

O primeiro-ministro do Vietnã, Pham Minh Chinh, expressou vontade de dialogar com Trump para resolver disputas comerciais.

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