Como Trump pode ser um presente para a esquerda na América Latina
A retórica de Donald Trump pode reascender o antiamericanismo na América Latina, levando ao surgimento de novos líderes autoritários. Em sua coluna, Rodrigo da Silva analisa como esse cenário pode afetar a política regional.
Presidentes dos EUA fermentar sentimento antiamericano na América Latina
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com sua retórica beligerante e postura intervencionista, está promovendo um clima perigoso, que pode reanimar o sentimento antiamericano na América Latina, similar ao do início do século 20.
Rodrigo da Silva, no programa Fronteiras, destaca que os excessos de Trump podem facilitar o ressurgimento de caudilhos e proto-ditadores de esquerda na região.
A política intervencionista conhecida como Big Stick, associada a Theodore Roosevelt, transformou o antiamericanismo em uma ideologia unificadora contra o que é visto como um inimigo comum.
Historicamente, muitos latino-americanos admiravam os EUA, reconhecendo sua estabilidade democrática, mas essa visão se inverteu após o grande porrete.
O antiamericanismo se tornou um ativo político importante, e a doutrina Trump pode gerar novos mitos de esquerda, como Sandinos, Fidel e Chávez.
O programa Fronteiras é uma coluna semanal em vídeo, com novas edições aos sábados, às 9h, para assinantes do Estadão, incluindo cortes nas redes sociais e a coluna escrita publicada às segundas, às 20h.
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