Como uma ponte na Europa mudou a economia de dois países
A Ponte de Öresund, que celebrou 25 anos, transformou o transporte e os negócios entre Dinamarca e Suécia, mas enfrenta desafios, como a superlotação nos trens e a dificuldade de atrair trabalhadores dinamarqueses para Malmö. Apesar das barreiras, a ponte continua a ser um símbolo de integração regional e colaboração transfronteiriça.
Ponte de Öresund, que conecta Dinamarca e Suécia, comemora 25 anos com uma série de desafios e conquistas.
Oskar Damkjaer, um engenheiro de software, atravessa a ponte duas vezes por semana para trabalhar em Malmö. Laurine Deschamps, da IO Interactive, também faz o trajeto frequentemente, destacando a conveniência da ponte.
Inaugurada em 1999, a ponte rodoviária e ferroviária de 16 km transformou a integração regional, com um custo de 30 bilhões de coroas dinamarquesas (US$ 4,3 bilhões). Desde então, o deslocamento diário cresceu 400% e a mudança de residência entre os países aumentou 60%.
Dados do Öresundsinstitutet mostram que 73% das novas empresas surgiram na região, resultando em milhares de novos empregos. Mais de 100 empresas mudaram suas sedes para Malmö desde a abertura da ponte.
A ponte também estimulou a inovação, com aumento de startups em Malmö e resultados melhores em patentes em comparação a outras cidades suecas. O comércio entre Dinamarca e Suécia é 25% maior devido à ponte.
No entanto, apesar do crescimento, a superlotação se tornou um problema em trens, que se preveem novos modelos apenas em 2030. A maioria dos deslocamentos ainda vai de Malmö para Copenhague, com apenas 5% indo na direção oposta.
Desafios administrativos e custos elevados (cerca de US$ 17 para um trem e US$ 80 para um carro) dificultam o transporte. Um novo acordo fiscal entrou em vigor para simplificar questões trabalhistas.
Embora as diferenças culturais exista entre dinamarqueses e suecos, a ponte é vista como um símbolo de colaboração transfronteiriça. Novas conexões estão sendo discutidas, como túneis e um novo metrô entre Malmö e Copenhague.
Wessman, do Öresundsinstitutet, acredita que novas iniciativas são necessárias, especialmente em um contexto geopoliticamente instável.