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Como vazamento de telefonema derrubou primeira-ministra da Tailândia

Destituição marca a terceira vez que a família Shinawatra perde o controle da premiê na Tailândia. A crise política se agrava com o colapso da coalizão governista e a perda de popularidade do Pheu Thai.

Tribunal Constitucional da Tailândia destitui mais um primeiro-ministro, Paetongtarn Shinawatra.

O colegiado de nove juízes decidiu que Paetongtarn violou padrões éticos em uma ligação telefônica com o líder cambojano Hun Sen, que vazou. Na conversa, Paetongtarn criticou um comandante do Exército e se mostrou conciliadora em relação a disputas de fronteira.

A primeira-ministra alegou tentar abrir um canal diplomático, mas foi destituída, marcando o terceiro golpe na dinastia política Shinawatra. Seu pai, Thaksin, e sua tia, Yingluck, também foram afastados em processos similares.

O vazamento prejudicou a reputação dela e do partido Pheu Thai, resultando em pressão para renúncia após aliados abandonarem a coalizão. Em julho, sete juízes votaram pela suspensão de seu mandato, afirmando que ela tinha um "relacionamento pessoal" com o Camboja.

A decisão não foi uma surpresa, já que desde 2008, cinco primeiros-ministros foram afastados pela corte, todos com vínculos familiares com Thaksin. Há uma percepção de que o tribunal decide contra aqueles vistos como ameaça por forças conservadoras.

A crise se agravou após tensões na fronteira e a necessidade de escolher um novo primeiro-ministro. O Pheu Thai já usou dois dos três candidatos: Srettha Thavisin e Chaikasem Nitisir e pode enfrentar dificuldades em formar uma nova coalizão.

A popularidade do Pheu Thai despencou, especialmente após promessas não cumpridas, como o programa de ajuda econômica. O futuro do partido, dominante por mais de duas décadas, é incerto diante da desconfiança pública e do clima nacionalista inflamado pela recente guerra na fronteira.

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