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Competição entre bancos no crédito consignado CLT ainda é baixa: veja o que pode mudar em abril

Novo modelo de crédito consignado para trabalhadores do setor privado enfrenta desafios iniciais com baixa adesão dos bancos e taxas variadas. Expectativa é que a oferta melhore após a liberação de funcionalidades e ajustes nas plataformas.

Novo modelo de crédito consignado para trabalhadores do setor privado começou na semana passada, mas ainda opera de forma incipiente.

Apenas alguns bancos oferecem simulações na plataforma, limitando a concorrência. Técnicos do governo afirmam que instituições financeiras estão testando o sistema e atualizações tecnológicas. As portarias obrigatórias para operação foram publicadas apenas horas antes do lançamento.

O banco J.P. Morgan prevê que o consignado ganhe tração apenas após 25 de abril, quando os bancos poderão ofertar crédito em seus aplicativos. As taxas variam entre 2,99% e 4,99% ao mês, com ofertas muitas vezes diferentes do solicitado.

Até agora, o “Crédito do Trabalhador” liberou R$ 340,3 milhões em empréstimos, com 48.170 contratos e valor médio de R$ 7.065,14. A parcela média é de R$ 333,88 e o prazo médio de 21 meses.

A nova plataforma de consignado permite que o empregado escolha ofertas em até 24 horas. Ele pode usar até 10% do FGTS como garantia, mas não é obrigatório.

Delber Lage, CEO da SalaryFits, informa que as taxas podem estar mais altas inicialmente devido à avaliação rápida de risco. Ele acredita que a situação deverá melhorar após 25 de abril.

Luciana Ikedo, planejadora financeira, sugere que quem não está em urgência pode esperar, pois taxas mais justas devem aparecer com mais tempo de avaliação. Entretanto, para quem já está endividado, o consignado pode trazer alívio temporário.

Os trabalhadores devem comparar ofertas e simular parcelas antes de decidir. Os prazos para adesão variam, com alguns casos restando apenas 24 horas para decisão.

O Santander confirmou que oferecerá o crédito consignado; já o Nubank não está participando ainda. A Febraban ressaltou que é comum instituições testarem novos produtos no início da oferta.

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