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Compra do Master pelo BRB adapta cartilha do Proer, que salvou bancos há 30 anos; leia bastidores

BRB assume controle do Banco Master com estratégia de descarte de ativos problemáticos e foco em fortalecimento do sistema financeiro. Operação lembra o Proer dos anos 90, mas não envolverá recursos públicos diretos.

BRB (Banco de Brasília) adquiriu 58% do capital do Banco Master, comparando a operação ao Proer, programa de socorro a bancos da década de 90.

A operação visa incorporar ativos valiosos do Banco Master, deixando de lado operações problemáticas que terão outro destino.

Parte significativa do patrimônio do Master é composta por precatórios, ativos com recebimento incerto, que ajudaram a multiplicar seu patrimônio por dez desde 2021.

O banco se destacou por oferecer CDBs com taxas superiores a 140% do CDI, atraindo investidores.

Atualmente, há R$ 45,6 bilhões em passivos do Master no mercado, e espera-se que esse número aumente no balanço de 2024.

Os ativos problemáticos do Master incluem precatórios e direitos creditórios. O presidente do banco, Paulo Roberto da Costa, afirmou que R$ 23 bilhões desses ativos não estarão com o novo Banco Master.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) poderá ser acionado para cobrir passivos, encarecendo o crédito no país.

Precatórios são dívidas do governo, com um histórico de pagamento incerto. Embora o atual governo tenha quitado pendências, há dúvidas sobre a continuidade dessa prática após 2027.

O BRB se sente protegido juridicamente e aguarda a análise do Banco Central para finalizar a operação. A dúvida permanece se o BRB terá sinergias com a aquisição ou se houve influência política no processo.

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