Condições de curto prazo devem levar a queda de juros, diz ex-presidente do Banco Central
Roberto Campos Neto destaca a necessidade de mudanças fiscais para garantir uma redução sustentável dos juros no Brasil. Ele acredita que, embora haja espaço para cortes no curto prazo, a credibilidade fiscal é fundamental para um juro estruturalmente mais baixo.
Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central e atual vice-chairman do Nubank, destacou que as condições de curto prazo podem permitir uma queda de juros.
Contudo, ele enfatizou a necessidade de um fiscal estruturalmente diferente para que essa redução seja sustentável.
Em evento em São Paulo, Campos Neto afirmou:
- "Não vejo capacidade de ter juros muito abaixo [do nível atual]."
- Para uma queda estrutural, seria necessário um choque fiscal positivo.
Segundo ele, mudanças na credibilidade fiscal são essenciais para que a população acredite em um novo regime econômico.
Ele observou que no Brasil ocorreram até 16 episódios de queda de juros, seguidos de aumentos, resultando em patamares mais altos no longo prazo.
Campos Neto foi presidente do BC durante um ciclo de alta de juros, que começou em 2021 com a taxa a 2% ao ano, chegando a 13,75%. Após cortes, a taxa foi fixada em 10,25% até o final de 2024. Ele deixou o cargo em dezembro, sendo sucedido por Gabriel Galípolo.