Conflito em Gaza matou mais jornalistas que as duas Guerras Mundiais, do Vietnã e do Afeganistão somadas
Em 2024, Gaza se tornou o local mais mortal para jornalistas, superando até conflitos históricos como as Guerras Mundiais. Dados apontam que 246 profissionais de mídia perderam a vida na região, evidenciando a gravidade da cobertura do atual conflito entre Israel e Hamas.
2024 marca recorde de mortes de jornalistas em zonas de guerra, segundo o Comitê de Proteção dos Jornalistas (CPJ).
Quase dois anos após o início do conflito entre Israel e o Hamas, o número de jornalistas mortos em Gaza ultrapassou o total de fatalidades de sete conflitos somados.
- Mortes acumuladas: 246 jornalistas em Gaza até agosto; 229 em guerras como a Civil Americana, da Coreia, e as Guerras Mundiais.
- Feridos: 520 jornalistas e ao menos 800 familiares mortos.
A Universidade Brown compilou dados em abril, mostrando que Gaza possui o maior número de mortes de jornalistas em comparação a outros conflitos, mas não é o único conflito com alto número de fatalidades.
- Síria: mais de 700 jornalistas mortos desde 2011.
- Iraque: cerca de 300 mortes contabilizadas.
- 34% dos jornalistas mortos entre 2003 e 2022 estavam na Síria e no Iraque.
A guerra em Gaza tem médias elevadas de mortes, 13 jornalistas por mês desde outubro de 2023, comparando-se à média de 13 por ano no Iraque.
Motivos para as altas fatalidades incluem maior cobertura jornalística e presença de profissionais no local.
Dados sobre jornalistas locais mostram que 90% das vítimas em conflitos são cidadãos do país onde trabalham; em 2023, 98% eram repórteres locais.
Recentemente, ataques israelenses ao hospital Nasser resultaram na morte de cinco jornalistas em Gaza. O governo israelense reconheceu que não eram membros do Hamas e anunciou uma investigação.
O Hamas afirmou que a justificativa israelense é "infundada", acusando Israel de tentar fugir das responsabilidades por um massacre.