Conselheiro da Casa Branca defende tarifas de 50% contra a Índia e acusa país de financiar guerra de Putin
Tarifa imposta pela administração Trump visa combater comércio injusto e interromper financiamento à guerra russa. Navarro destaca a crescente dependência da Índia do petróleo russo e critica sua postura em relação ao setor militar.
Peter Navarro, conselheiro econômico da Casa Branca, justificou a tarifa de 50% sobre importações indianas, anunciada por Donald Trump e em vigor a partir de hoje (28).
Segundo Navarro, a medida visa combater não apenas o “comércio injusto da China”, mas também interromper o fluxo de recursos que a Índia destina à máquina de guerra de Vladimir Putin.
Navarro ressaltou que consumidores americanos adquirem produtos indianos enquanto enfrentam barreiras com Nova Délhi. Ele alega que os dólares recebidos pela Índia são utilizados para comprar petróleo russo com desconto, que é refinado em parceria com empresas russas e vendido no mercado global, sustentando a guerra da Rússia.
Antes da invasão da Ucrânia, o petróleo russo representava menos de 1% das importações indianas. Atualmente, essa porcentagem ultrapassa 30%, totalizando mais de 1,5 milhão de barris por dia.
Navarro argumenta que esse aumento não visa o consumo interno, mas sim os interesses de um “lobby de Big Oil”, transformando a Índia em um centro de refino para o Kremlin.
A Índia, conforme ele, exporta mais de 1 milhão de barris diários de derivados de petróleo, o que corresponde a mais da metade do que importa da Rússia. Os lucros desta operação “alimentam tanto grupos de energia ligados a políticos quanto o caixa de guerra de Putin”.
Além disso, Navarro criticou a postura militar da Índia, que continua adquirindo armas russas enquanto pressiona empresas americanas por transferência de tecnologia, uma prática que chamou de “carona estratégica”.
Ele concluiu que, ao ignorar essa situação, a administração Joe Biden falha. Em contraste, Trump, com a nova tarifa, está enfrentando o problema diretamente, argumentando: “Se a Índia quer ser vista como parceira estratégica dos EUA, precisa agir como tal. O caminho para a paz na Ucrânia passa por Nova Délhi.”