Construções em cidades brasileiras crescem mais que população
Estudo revela que o crescimento do volume de imóveis supera o aumento populacional nas cidades brasileiras. Pesquisadores destacam a verticalização em metrópoles e a necessidade de novas políticas urbanas sustentáveis.
Crescimento de imóveis supera população no Brasil
Um estudo da WRI Brasil, publicado em 26 de março de 2025, revela que o volume de imóveis nas cidades brasileiras está crescendo mais que a população.
A pesquisa abrangeu a evolução urbana do país entre 1993 e 2020, categorizando as cidades em:
- Pequenas: menos de 500 mil habitantes (143 cidades, 77%)
- Médias: 500 mil a 1 milhão (20 cidades, 11%)
- Grandes: mais de 1 milhão (22 cidades, 12%)
As grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, cresceram verticalmente, ocupando menos espaço e concentrando serviços.
Henrique Evers, da WRI, destaca que “cidades mais compactas” facilitam o acesso às oportunidades urbanas e melhoram a mobilidade.
Entretanto, essas metrópoles vivem um processo de estagnação populacional, mas continuam a expandir sua forma construída, muitas vezes por especulação imobiliária.
O cientista de dados Guilherme Iablonovski ressalta que os dados de quase 30 anos ajudam a entender as causas desse fenômeno.
Em cidades médias e pequenas, o crescimento é “predominantemente horizontal”, com urbanização mais dispersa, como em Campo Grande e Manaus.
Os pesquisadores sugerem que compreender o crescimento urbano pode auxiliar na criação de políticas urbanas que otimizem a ocupação, reduzindo o impacto ambiental e climático.
Evers afirma que existe uma “relação direta” entre a expansão urbana e questões climáticas, tanto na mitigação das emissões de gases quanto na adaptação de cidades eficientes.
Fonte: Agência Brasil