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Contas banidas em redes nos EUA foram semente de movimento pela 'liberdade de expressão'

As ações contra contas de direita nas redes sociais nos EUA inspiraram um movimento global que culminou em tensões semelhantes no Brasil. O tema da "liberdade de expressão" tornou-se central na retórica conservadora, enquanto as grandes plataformas enfrentam críticas por suas decisões de censura.

Após o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, aproximadamente 150 mil contas foram bloqueadas no Twitter (hoje X) nos EUA, mas as críticas foram menos intensas do que as enfrentadas pelo Brasil em 2022-2023.

As ações nas redes sociais nos EUA inspiraram um movimento global em defesa da liberdade de expressão, especialmente no Brasil, onde o STF e o TSE baniram contas por desinformação.

Donald Trump foi banido de várias plataformas logo após o ataque. Ele afirmou que essa era uma tentativa de silenciá-lo. Jason Miller, assessor de Trump, declarou que as big techs queriam "cancelar" seus eleitores.

O bloqueio de contas continuou, com o Twitter suspendendo perfis que espalhavam informações falsas sobre a eleição. A desinformação caiu 73% após o banimento de Trump, segundo levantamento da Zignal Labs.

Em resposta, medidas legislativas foram adotadas. O governador da Flórida, Ron DeSantis, sancionou uma lei contra o banimento de candidatos, mas a Justiça anulou a medida.

No Brasil, o governo de Jair Bolsonaro tentou impedir remoções de contas, sem sucesso. Trump processou as plataformas, alegando censura à sua liberdade de expressão.

Em 2024, a defesa da liberdade de expressão se tornou central na propaganda de Trump, que teve sua conta restaurada por Elon Musk em 2022. A Meta e o YouTube também reativaram suas contas.

Durante o governo Trump, um decreto prohibiu restrições à liberdade de expressão. O deputado Eduardo Bolsonaro fez lobby para abordar violações de expressão no Brasil, especialmente após eventos eleitorais de 2022 e 2023.

O bloqueio do X no Brasil por ordens judiciais levou à sua paralisação por 38 dias, até o cumprimento das decisões. Um projeto de lei nos EUA visa proibir agentes estrangeiros que infrinjam a liberdade de expressão.

O Departamento de Estado dos EUA criticou ações no Brasil por ferir a liberdade de expressão. Advertências sobre censura também se estendem à Europa.

Enquanto promove a liberdade de expressão no exterior, o governo Trump tem facilitado restrições à imprensa e críticas em casa, questionando a verdadeira aplicação desse valor.

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