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Contas externas têm pior julho em 6 anos e deficit vai a US$ 7,1 bi

Deficit nas contas externas do Brasil em julho de 2025 marca o maior saldo negativo para o mês em seis anos. O crescimento de 37,1% em relação ao ano anterior reflete desafios na balança comercial e na renda primária.

Déficit nas contas externas do Brasil: US$ 7,1 bilhões em julho de 2025, o maior desde 2019.

Resultados divulgados pelo Banco Central em 26 de agosto de 2025.

Aumento de 37,1% em relação a julho de 2024, quando o déficit foi de US$ 5,2 bilhões.

O relatório abrange transações correntes, considerando:

  • Balança comercial (exportações e importações)
  • Serviços adquiridos no exterior, como remessas

Balança comercial: superávit de US$ 6,5 bilhões em julho de 2025, inferior a US$ 7,0 bilhões em 2024.

Exportações: US$ 32,6 bilhões (alta de 4,8% em relação a julho de 2024).

Importações: US$ 26,1 bilhões (aumento de 8,3% em relação ao mesmo mês no ano passado).

Conta de serviços: déficit de US$ 5,0 bilhões, nível semelhante ao ano anterior.

Renda primária: déficit de US$ 8,9 bilhões, alta de 18,1% frente a julho de 2024, quando foi de US$ 7,5 bilhões.

No acumulado de 12 meses, o déficit totalizou US$ 75,3 bilhões, ou 3,5% do PIB.

Em julho de 2024, o saldo negativo era de US$ 30,7 bilhões (1,37% do PIB); em junho de 2025, de US$ 73,3 bilhões (3,43% do PIB).

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