Cora Coralina e a coincidência entre Trump e Che Guevara
Cora Coralina, a poetisa icônica de Goiás, eterniza-se na memória e continua a inspirar gerações mesmo após sua partida em 1985. Sua vida repleta de experiências e contatos com a juventude reflete um legado que ultrapassa o tempo e as fronteiras da literatura.
Cora Coralina escutou uma batida suave e, ao abrir a janela, encontrou a lua querendo entrar. Nascida em 20 de agosto de 1889, a luz sempre esteve presente em sua vida.
A poesia de Cora foi comparada ao ouro que fundou sua cidade e estado, conforme definição de Carlos Drummond de Andrade. Ela produziu versos que se misturavam ao rio Vermelho e aos morros.
Cora morreu em 10 de abril de 1985, aos 95 anos. Transformou-se em obra de arte, esculpida na janela da Casa Velha. Durante sua vida, foi de vendedora de livros a uma autora de best-sellers.
Nos anos 80, participou de uma gincana em Goiânia, onde encantou os alunos com sua declamação, consolidando sua presença na Academia Goiana de Letras.
Coincidências de datas: em 20 de agosto, nasceram também Décio Pignatari e Robert Plant. Além disso, faleceram trotskistas e 3 papas.
Cora morou em Penápolis, onde fazia e vendia delícias típicas da culinária goiana. Não há cidades com seu nome em Goiás, mas existe o Caminho de Cora, um roteiro turístico.
Curiosa e à frente de seu tempo, Cora deveria estar atenta às novas tendências, como a inteligência artificial, que a populariza além de suas épocas.
Uma anedota: após a gincana, um estudante convidou Cora para andar de moto, mas a família interveio, evitando uma aventura que poderia ser arriscada.