Coreia do Norte enviou mais 3 mil soldados para a Rússia este ano, diz Seul
Coreia do Norte intensifica apoio militar à Rússia com envio de soldados e armamento. A aproximação entre Pyongyang e Moscou se fortalece desde o início da guerra na Ucrânia, com foco em tecnologia de drones e mísseis.
Coreia do Norte enviou mais 3 mil soldados para a Rússia em 2023, ajudando Moscou na guerra contra a Ucrânia, afirmam militares de Seul.
Desde a invasão da Ucrânia em 2022, Coreia do Norte e Rússia se aproximaram, com acusações de que Kim Jong-un forneceu tropas e armas.
Embora nenhum dos países tenha confirmado o envio, eles assinaram um acordo militar no ano passado. O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul informou que acredita que 4 mil dos 11 mil soldados enviados inicialmente foram mortos ou feridos.
A Coreia do Norte continua a fornecer mísseis, artilharia e munição, com destaque para:
- mísseis balísticos de curto alcance (SRBMs)
- 220 canhões autopropulsados de 170 mm
- lançadores múltiplos de foguetes de 240 mm
Além disso, Kim Jong-un supervisionou testes de drones suicidas e de reconhecimento com inteligência artificial.
Os drones de reconhecimento são projetados para monitorar alvos estratégicos, enquanto os drones de ataque podem ser usados em várias missões táticas.
Especialistas sugerem que o envolvimento da Coreia do Norte na guerra pode possibilitar a aquisição de tecnologia militar russa, especialmente em sistemas de armas não tripuladas.
O presidente da Universidade de Estudos Norte-Coreanos, Yang Moo-jin, observou que a urgência em desenvolver drones pode ser resposta a ameaças externas.
Em 2024, a Coreia do Norte alegou que drones sul-coreanos sobrevoaram Pyongyang, o que foi negado por Seul. O relatório da JCS surge após Kim exigir a produção em massa de drones de ataque para colidir com alvos inimigos.