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Coreia do Sul confirma impeachment de Yoon e sepulta seu retorno ao poder

Impeachment de Yoon Suk Yeol é confirmado pela Justiça sul-coreana após tentativa de autogolpe. O país se prepara para novas eleições presidenciais em um clima de tensão política.

Justiça da Coreia do Sul confirma impeachment do presidente Yoon Suk Yeol, na manhã desta sexta-feira (4). A decisão acaba com suas chances de retornar ao poder.

O tribunal abriu caminho para novas eleições presidenciais em até 60 dias. O primeiro-ministro Han Duck-soo assumirá interinamente, enfrentando uma das maiores crises políticas do país.

A destituição foi aprovada pelo Tribunal Constitucional após Yoon ter sido afastado em 14 de dezembro, após votação do Parlamento. Os juízes afirmaram que ele desrespeitou a Constituição, interferiu no Judiciário e violou direitos básicos dos cidadãos, causando “graves danos à estabilidade democrática”.

Cerca de 14 mil policiais foram mobilizados em Seul para evitar atos violentos, enquanto multidões protestavam contra e a favor do impeachment. Yoon é o segundo presidente sul-coreano a sofrer impeachment, após Park Geun-hye em 2017.

Yoon enfrentará investigações por insurreição, com risco de prisão perpétua ou pena de morte. Ele também está proibido de viajar ao exterior.

A declaração de lei marcial em 3 de dezembro foi a primeira desde o fim da ditadura em 1987, suspendendo atividades políticas e liberdades civis. Tentativas de buscar evidências no gabinete presidencial falharam e Yoon foi preso em janeiro por não colaborar com a investigação.

Ele, que foi eleito em 2022 com uma plataforma conservadora, teve sua trajetória comparada à do ex-juiz e ministro brasileiro Sergio Moro, ambos envolvidos em questões de impeachment.

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