Correção nos EUA? “Vamos passar o rodo,” diz Roberto Vinháes
Roberto Vinháes aposta em uma estratégia única de investimentos, focando em empresas consolidadas fora da euforia tecnológica. Com retornos superiores aos índices de mercado, o gestor busca novas oportunidades em um cenário desafiador.
Roberto Vinháes, pioneiro do buyside independente no Brasil, decidiu investir em uma carteira diversificada de varejistas, grupos industriais, uma empresa de pagamentos e Berkshire Hathaway, em vez de seguir a tendência de tecnologia impulsionada pelas Magnificent 7.
Desde 2022, seu fundo acumulou 28% em reais, superando o S&P 500 (21%), MSCI World (15%) e Ibovespa (24%).
No período dos últimos 12 meses, rendeu 19% em reais e 4% em dólares, vencendo apenas o Ibovespa.
As maiores contribuições vieram de Williams-Sonoma, Berkshire Hathaway, General Electric e Adyen. As posições foram ampliadas em 2022, durante uma queda significativa nos mercados.
Vinháes critica a “moda” de investir em tecnologia, enfatizando que seu foco é em empresas com fundamento sólido, mesmo que menos populares.
Ele avalia que o cenário econômico global está mudando, com a dissipação de energia e investimento em armamentos na Europa, impactando o PIB global.
A atual queda do mercado americano oferece oportunidades, como a compra de ações de biotecnologia e a construtora NVR, agora em preços mais atrativos.
Sobre IA e tecnologia, Vinháes revela que vê valor no Google, considerando-o a empresa mais barata do setor, apesar das incertezas regulatórias.
Ele acredita na revolução que a IA pode representar e destaca a importância do armazenamento seguro dos dados para a adoção em larga escala.