Corte Constitucional destitui primeira-ministra da Tailândia após crise com Camboja
Corte Constitucional tailandesa destitui primeira-ministra por violação ética, intensificando a crise política no país. A medida ocorre em meio a tensões sociais e econômicas, com o futuro do governo em aberto após a saída de Paetongtarn Shinawatra.
Corte Constitucional da Tailândia destitui a primeira-ministra Paetongtarn Shinawatra por violação ética, após um ano no poder. A decisão marca um novo golpe contra a dinastia política Shinawatra e pode provocar mais turbulência no país.
O tribunal alegou que Paetongtarn violou regras éticas em uma conversa telefônica vazada, onde parecia se submeter ao ex-líder cambojano Hun Sen, em meio a tensões fronteiriças entre Tailândia e Camboja.
Detalhes da conversa:
- Paetongtarn chamou Hun Sen de “tio”.
- Referiu-se a um comandante militar tailandês como seu oponente.
- Conflitos eclodiram semanas depois.
Ela se torna a sexta chefe de governo da família a ser removida por tribunais ou militares, refletindo uma disputa política de duas décadas.
Após a decisão, Paetongtarn disse aceitar o veredicto e pediu unidade entre os partidos para garantir estabilidade política. Parlamentares conservadores a acusaram de minar as Forças Armadas e violar padrões éticos.
O tribunal afirmou que a primeira-ministra colocou seus interesses pessoais acima da nação, causando perda de confiança pública. Uma de suas alianças políticas já se desfez, levando a protestos em Bangcoc.
Com a destituição, cinco primeiros-ministros foram removidos pela Corte em 17 anos, evidenciando o papel central do tribunal nas disputas de poder.
Próximos passos:
- O vice-primeiro-ministro Phumtham Wechayachai assumirá interinamente.
- Sem prazo definido para eleição de um novo premiê.
A decisão intensifica a insegurança política, em meio a uma economia debilitada, com o Banco Central prevendo um crescimento de 2,3% neste ano.