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Corte de ajuda dos EUA afeta assistência à saúde no front e a veteranos na Ucrânia

Corte de financiamento pela Usaid afeta projetos essenciais na Ucrânia, incluindo eleições e assistência à saúde. Organizações locais buscam apoio de outros países após a decisão dos EUA.

A Usaid, agência de ajuda externa dos EUA, cortou US$ 8 milhões de financiamento para a ONG ucraniana Opora, responsável por organizar eleições no país. O corte foi anunciado em um email seco datado de 27 de fevereiro.

Apesar de a organização das eleições ser uma prioridade para Trump, a ajuda foi eliminada em um movimento mais amplo que cortou 83% dos contratos da Usaid, segundo o secretário de Estado, Marco Rubio. Os cancelamentos representam gastos de dezenas de bilhões de dólares que não serviam aos interesses dos EUA.

A Ucrânia é o maior recebedor da Usaid, com US$ 28 bilhões em 2023, seguida pela Jordânia e Egito. O projeto cortado da Opora visava garantir eleições justas após o fim da lei marcial.

Olga Aivazovska, diretora da Opora, declarou que agora buscará financiamento do Reino Unido e da Noruega. Trump afirmou que os EUA destinaram US$ 350 bilhões à Ucrânia desde o início da guerra, números que foram desmentidos por levantamentos que apontam US$ 119 bilhões dos EUA e US$ 138 bilhões da Europa.

Outras organizações também enfrentam dificuldades: o Centro Ucraniano de Assistência à Saúde cortou atendimentos em comunidades próximas ao front, e a Fundação Vesta, que oferece apoio psicológico a soldados, está em busca de novos financiamentos.

A situação tem repercutido na população ucraniana, levando a psicólogos a expressarem preocupações sobre as consequências psicológicas da crise e a falta de apoio do governo dos EUA.

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