CPI do INSS: defensora pública admite ter identificado irregularidades em 2019
Defensora Pública destaca irregularidades em descontos de aposentadorias e troca farpas com senadores durante a CPI do INSS. Colegiado aprova requerimentos para investigar movimentações de operador central da fraude.
CPI do INSS realizou sua primeira oitiva nesta quinta-feira com o depoimento da defensora pública Patrícia Bettin Chaves.
O depoimento foi marcado por controvérsias sobre o início das fraudes no INSS e embates com parlamentares, como o senador Marcos Rogério.
Patrícia alertou sobre descontos indevidos em aposentadorias, identificando irregularidades desde 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro. Ela enfatizou que se dedicou ao tema em 2023, na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.
Em seus depoimentos, alertou que os valores dos descontos variavam entre R$ 30 e R$ 90, afetando, principalmente, idosos de baixa renda em comunidades vulneráveis.
Patrícia reiterou que a função da DPU não é investigar, mesmo diante de questionamentos sobre possíveis negligências administrativas. Quando questionada, ela optou por não responder sobre a visão dela sobre o caso.
Além disso, a CPI aprovou um requerimento para investigar as movimentações de Antônio Carlos Camilo Antunes, o "careca do INSS", entre 2019 e 2025, acusado de intermediar relações fraudulentas. Outros 37 requerimentos para acesso a documentos também foram aprovados na sessão.