CPI do INSS: governo elege vice-presidente da comissão que vai investigar fraudes contra aposentados
A primeira sessão da CPI do INSS marca um embate entre governo e oposição, com a presidência nas mãos de Carlos Viana. A comissão enfrenta desafios em sua pauta inicial, incluindo convocações sensíveis que podem impactar o cenário político.
A CPI do INSS começou seus trabalhos nesta terça-feira, após a derrota da base governista na última semana, resultando na presidência do senador Carlos Viana (Podemos-MG). O deputado Duarte Júnior (PSB-MA) foi escolhido como vice-presidente.
Os primeiros requerimentos para convocação de depoimentos devem ser votados hoje, incluindo testemunhas sensíveis como José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Lula.
Duarte declarou que deseja ser visto como um nome de isenção técnica, enfatizando a importância da investigação, independentemente de lado político.
A CPI está sendo monitorada pelo governo, que busca evitar que se transforme em um palco de confronto político. Antes mesmo de iniciar, a comissão já possui 910 pedidos de investigação pendentes.
A derrota do governo na eleição da presidência evidenciou fragilidades na articulação interna, que buscava acordo para controlar a CPI. A oposição, unida, surpreendeu ao vencer, escalando Alfredo Gaspar (União-AL) como relator.
O foco do governo agora é influenciar a pauta das reuniões e evitar depoimentos que possam gerar desgaste, como o de Frei Chico, que não está entre as convocações da sessão de hoje. Além disso, tentativas de convocar Jair Bolsonaro e Sergio Moro enfrentam resistência.
A CPI representa um desafio para o governo, que busca equilibrar a defesa de aliados, evitar esforços de desgaste político e manter o controle sobre a transparência do processo, enquanto coleta depoimentos e informações relevantes.