CPI do INSS: relator apresenta plano de trabalho que prevê investigar governo Dilma
CPI do INSS inicia investigações sobre fraudes de benefícios e omissões em gestões passadas. Relator apresenta plano de trabalho que inclui análise de ações desde 2015, gerando tensão política entre governo e oposição.
Deputado Alfredo Gaspar (União-AL) apresentou, na primeira reunião da CPI do INSS, um plano de trabalho para investigar fraudes em benefícios pagos desde 2015, incluindo a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff.
A proposta está gerando protestos entre os governistas, que ameaçam não aprovar o documento. Gaspar afirmou: "Todos serão investigados".
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da comissão, anunciou pausa na sessão após a leitura do plano para alcançar consenso.
No início, os governistas conseguiram que o deputado Duarte Júnior (PSB-MA) fosse escolhido como vice-presidente. Alguns requerimentos para convocação de depoimentos serão votados, incluindo o de José Ferreira da Silva (Frei Chico), irmão de Lula, que é visto como uma testemunha sensível.
A CPI foi instalada em meio a um desgaste do governo no Congresso, acumulando 910 pedidos não apreciados. A pauta inclui convocação de nomes ligados a governos Lula e Bolsonaro e pedidos de acesso às investigações.
A derrota do governo foi evidente na eleição da presidência da CPI, onde a oposição venceu com Carlos Viana. O governo busca controlar as pautas e evitar conflitos, monitorando reuniões e tentando influenciar senadores independentes.
Frei Chico, ligado ao Sindicato Nacional dos Aposentados, foi mencionado em relatórios de fraudes, mas não há solicitação de convocação dele. O governo também deseja pautar convocações de Jair Bolsonaro e Sergio Moro, que não estão na pauta atual.
A CPI se tornou um teste para a articulação do governo, que precisa equilibrar a defesa de aliados e manter o controle sobre informações enquanto a comissão coleta depoimentos.