Crédito do governo contra tarifaço pode ser usado para investimento, diz secretário
Empresas poderão utilizar nova linha de crédito de R$ 30 bilhões não apenas para capital de giro, mas também para investir na diversificação de mercados. Medida visa mitigar os impactos da sobretaxa imposta pelos Estados Unidos e reforçar a proteção a pequenos e médios empreendedores.
Governo Lula libera R$ 30 bilhões em linha de crédito para empresas enfrentarem o impacto do tarifaço dos EUA.
Empresas que acessarem este crédito poderão investir em diversificação produtiva e buscar novos mercados, além de cobrir capital de giro.
O secretário Uallace Moreira ressaltou que a iniciativa é essencial para médias e pequenas empresas que exportam para os EUA.
A linha de crédito faz parte das ações do governo para minimizar os efeitos da sobretaxa de 50% imposta pelos EUA.
O FGCE (Fundo Garantidor do Comércio Exterior) será capitalizado em R$ 1,5 bilhão, auxiliando empréstimos a exportadores. O FGE (Fundo de Garantia à Exportação) será reformulado para cobrir riscos nas operações de crédito.
A liberação do crédito depende de regulamentação e aprovação de projeto de lei pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).
A regulamentação incluirá critérios de acesso ao crédito, priorizando empresas mais afetadas e com maior dependência do mercado norte-americano.
Apoios como diferimento de tributos e novas condições do Reintegra serão implementados para apoiar as empresas.
O governo também irá monitorar a manutenção de empregos através da Câmara Nacional de Acompanhamento do Emprego.
Outras medidas incluem a abertura de novos mercados e ações diplomáticas na OMC.
- Crédito de R$ 30 bilhões com taxas acessíveis para empresas.
- Aportes de R$ 1,5 bilhão no FGCE e R$ 2 bilhões no FGI.
- Prorrogação do regime de drawback por um ano.
- Permitidas compras governamentais por 180 dias para programas de alimentação.
Essas ações visam a proteção do setor produtivo e dos trabalhadores brasileiros diante da crise gerada pelas tarifas.