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'Creme de branqueamento deixou cicatrizes nos meus filhos': o uso na África de produtos para clarear a pele

Mãe lamenta as consequências do uso de produtos para clareamento de pele em seus filhos, que resultaram em queimaduras e discriminação. A prática, comum na Nigéria, expõe as crianças a riscos sérios à saúde e prejudica sua autoestima.

Fátima, mãe nigeriana de 32 anos, enfrenta consequências trágicas após usar produtos de clareamento de pele em seus seis filhos.

Ela se arrepende profundamente, pois seus filhos sofreram queimaduras e cicatrizes ao longo do tempo, resultando em problemas de autoestima.

Os cremes, comprados sem prescrição médica na cidade de Kano, causaram danos permanentes, como descoloração da pele e feridas que demoram a cicatrizar.

A prática de clareamento de pele é comum na Nigéria, onde 77% das mulheres utilizam produtos deste tipo, segundo a OMS.

Esses produtos contêm ingredientes perigosos como corticosteroides, hidroquinona e até mercúrio, levando a efeitos colaterais graves.

A situação é tão alarmante que a Agência Nacional de Administração e Controle de Alimentos e Medicamentos da Nigéria declarou estado de emergência em 2023.

A discriminação social e o estigma relacionado à cor da pele levam muitas mães a "proteger" seus filhos por meio do clareamento.

Fátima revela que suas filhas enfrentam preconceito e perderam noivos devido à falsa associação com usuários de drogas.

No mercado de Kano, produtos clareadores são vendidos abundantemente, muitas vezes com ingredientes controlados e sem noção dos riscos.

Vendedores ignoram as dosagens seguras, e alguns até oferecem injeções de substâncias perigosas.

Fátima espera que sua experiência sirva de lição para outros pais, alertando sobre os perigos do clareamento de pele.

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