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Crescente Vermelho palestino recupera 15 corpos de trabalhadores humanitários após ataque de Israel

Crescentes apelos por proteção a trabalhadores humanitários ganham força após a morte de 15 profissionais na Faixa de Gaza. O CICV destaca a necessidade urgente de respeito às normas do direito internacional humanitário em conflitos armados.

Corpos de 15 trabalhadores humanitários foram recuperados na Faixa de Gaza após ataque de Israel, conforme anunciou o Crescente-Vermelho palestino neste domingo (30).

Dentre os mortos, oito eram do Crescente-Vermelho, seis da Defesa Civil local e um da ONU. As vítimas desapareceram em 23 de março enquanto prestavam assistência a pessoas afetadas pelo conflito.

O CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) expressou sua consternação, ressaltando que "esses funcionários estavam arriscando suas vidas para ajudar outros". Um corpo foi recuperado na última quinta (27) e os demais no domingo.

Um nono trabalhador, motorista da ambulância, ainda está desaparecido. O acesso à área foi dificultado nos dias anteriores. A FICV (Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho) destacou a necessidade de proteção para civis e trabalhadores humanitários, citando o dever de respeitar o direito internacional.

A entidade lamentou o alto número de vítimas entre os profissionais de saúde em Gaza, reportando 27 mortes desde o início da guerra.

O Exército de Israel afirmou que suas tropas dispararam contra ambulâncias e caminhões de bombeiros que não tinham coordenação prévia. Israel também criticou o uso de infraestrutura civil por grupos como Hamas e Jihad Islâmico.

O incidente é considerado o ataque mais mortal a trabalhadores da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho desde 2017, com 1.060 profissionais de saúde mortos nos últimos 18 meses de guerra, segundo a ONU.

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