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Crime organizado atua com combustíveis há décadas, diz Ometto

Rubens Ometto critica a infiltração de organizações criminosas no setor de combustíveis brasileiro e afirma que a ilegalidade prejudica investimentos. Ele destaca a importância de combater o problema para recuperar a confiança dos investidores no país.

Rubens Ometto, fundador da Cosan, destacou nesta 5ª feira (28.ago.2025) a atuação de organizações criminosas no setor de combustíveis no Brasil, durante o 33º Congresso & Expo Fenabrave em São Paulo.

A declaração foi em alusão à Operação Carbono Oculto, que investiga um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

"Compramos a Esso por causa disso que está nos jornais, de adulteração de combustíveis", afirmou Ometto, referindo-se à aquisição da empresa em 2008. Naquele momento, a Cosan buscava expandir sua presença no mercado por meio das marcas Esso e Mobil.

O empresário reconheceu que a presença de organizações criminosas era de conhecimento público, o que afastou investidores do Brasil. “A ilegalidade é um câncer que está tomando conta do nosso país”, lamentou.

No mercado financeiro, as ações da Raízen, distribuidora de combustíveis da Cosan com a marca Shell, subiram mais de 10% na B3. Questionado sobre a valorização, Ometto respondeu: “Só isso?”.

Em 2011, a fusão entre Shell e Cosan resultou na criação da Raízen e no fechamento dos postos da marca Esso no Brasil, mantendo apenas a bandeira Shell.

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