Criptomoeda ganha popularidade na Venezuela em meio à desvalorização do bolívar
O uso de criptomoedas cresce na Venezuela como alternativa à desvalorização do bolívar e à repressão governamental. Lojistas e indivíduos adotam pagamentos digitais para enfrentar a inflação e a escassez de moeda estrangeira.
Criptomoedas na Venezuela: transformam-se em elemento crucial da economia local.
Moradores veem o blockchain como solução contra a desvalorização do bolívar e repressão governamental aos dólares do mercado negro.
Adoção crescente: lojas independentes e redes nacionais aceitam pagamentos por plataformas como Binance e Airtm.
Exemplo: Victor Sousa usa USDT, uma stablecoin, e planeja manter toda sua economia em cripto.
Uso de criptomoedas na Venezuela aumentou 110% entre julho de 2023 e junho de 2024, segundo a Chainalysis.
Impacto da inflação: bolívar perdeu mais de 70% de seu valor e inflação anual alcançou 229% em maio.
Aarón Olmos, economista, afirma que criptomoedas são uma necessidade frente à inflação e escassez de moeda.
O governo, sob Nicolás Maduro, intensificou repressão a críticas e bloqueou dados econômicos, afetando a transparência.
- A administração Trump concedeu liberdade à Chevron, trazendo influxo de dólares.
- Formação em criptomoedas ganha destaque na educação superior.
Até autoridades recorrem a criptomoedas, enquanto o governo teve um histórico conturbado com elas, incluindo a criação do petro, que falhou.
USDT em expansão: Gabriel Santana, contador, faz pagamentos a fornecedores e funcionários com essa stablecoin, mesmo enfrentando perdas na conversão.
Acesso a plataformas de criptomoedas é limitado por sanções dos EUA, mas a comunidade local cresce em conhecimento e crítica.
Concorrência acirrada: lojistas em Caracas acreditam que aceitar criptomoedas é vital para atrair clientes.