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Cúpula dos Povos quer ser espaço de debate paralelo à COP de Belém

Cúpula dos Povos em Belém busca reunir vozes de 400 movimentos sociais para reivindicar mudanças significativas nas políticas climáticas. Ativistas destacam a urgência de ações efetivas contra a crise climática e a necessidade de inclusão da sociedade civil nas negociações da COP30.

Em novembro, Berlim sediará a COP30, com mais de 190 governos participando.

Simultaneamente, de 12 a 21 de novembro, ocorrerá a Cúpula dos Povos, reunindo entre 20 mil e 30 mil pessoas para debates e reivindicações sobre a crise climática.

Organizada por mais de 400 movimentos sociais, a cúpula incluirá temas como:

  • Territórios Vivos e Soberania: defesa dos direitos territoriais e reforma agrária.
  • Reparação Histórica: combate ao racismo ambiental e financeirização da natureza.
  • Transição Justa: valorizar conhecimentos tradicionais e promover energias limpas.
  • Democracia: enfrentar a extrema-direita e acordos que favorecem interesses do Norte Global.
  • Cidades Justas: demandas por moradia, transporte e saneamento adequados.
  • Direitos das Mulheres: protagonismo na luta socioambiental e combate à violência.

Keerthana Chandrasekaran, da Friends of the Earth International, alerta que “a janela para limitar o aquecimento a 1,5°C está se fechando” e critica falsas soluções, como mercados de carbono.

Pablo Neri, do Movimento Sem Terra, afirma que “a questão ambiental requer participação popular” e que a cúpula busca um novo multilateralismo.

O coordenador do Projeto Saúde e Alegria destaca que a sociedade civil tem o desafio de articular demandas durante a COP30 e outras reuniões de importância global.

A COP30 em Belém é vista como uma oportunidade para reforçar as lutas locais e sociais, já que as discussões não se limitam a acordos climáticos, mas incluem democracia e igualdade.

Uma grande marcha está programada para o dia 15 de novembro como parte das mobilizações.

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