Da citação ao julgamento: veja como será o processo de Bolsonaro no STF
Jair Bolsonaro e sete aliados enfrentam ação penal por tentativa de golpe contra a posse do presidente Lula. A fase de instrução já foi iniciada e envolve a apresentação de defesa e produção de provas no STF.
Jair Bolsonaro e outros sete integrantes do que a Procuradoria-Geral da República (PGR) chamou de "núcleo crucial" da suposta organização criminosa tornaram-se réus em uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe.
No julgamento dos dias 25 e 26 de março, a Primeira Turma analisou se a denúncia atendeu aos requisitos legais do Código de Processo Penal (CPP). A acusação inclui cinco crimes para Bolsonaro e seus aliados.
Os réus foram acusados de uma trama golpista que visava impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito em 2022.
A ação penal segue as regras da Lei 8.038/1990 e do CPP. A fase inicial inclui:
- Citação dos réus, com prazo de cinco dias para defesa prévia;
- Instrução criminal com produção de provas e ouvidas de testemunhas;
- Interrogatório dos réus e alegações finais em 15 dias.
O primeiro a ser interrogado será Mauro Cid, devido a um acordo de delação premiada.
Após a instrução, o relator Alexandre de Moraes preparará um relatório e seu voto, sem prazo definido para conclusão.
O processo será então pautado para julgamento pela Primeira Turma, atualmente presidida por Cristiano Zanin, que permanecerá no cargo até setembro.
O julgamento começará com a leitura do relatório, seguida pela sustentação oral da acusação e defesa, com tempo a ser decidido pelo presidente da turma.
Após as manifestações, o relator apresentará seu voto e, posteriormente, os demais ministros votarão.
A decisão será feita por maioria simples, ou seja, três votos definindo se os réus são condenados ou absolvidos.