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De produtos de ferro e aço a etanol: os setores mais expostos ao mercado americano

Brasil enfrenta riscos com tarifas de reciprocidade dos EUA, apontam economistas. Setores como ferro, aço e etanol podem ser os mais afetados caso medidas sejam implementadas.

A economia brasileira é uma das mais fechadas do mundo, com exposição limitada ao comércio exterior e uma pauta de exportações diversificada.

No entanto, o Brasil não é imune às tarifas de reciprocidade que o presidente Donald Trump anunciará hoje (2) às 17h (horário de Brasília) na Casa Branca.

Economistas da Fitch Ratings alertam que **as economias de mercados emergentes** enfrentam tarifas mais altas sobre exportações para os EUA em comparação com as tarifas que os EUA impõem às importações desses países.

  • Tarifa média ponderada do Brasil: 5,8%
  • Tarifa média dos EUA: 1,3%

Além das tarifas, as barreiras não tarifárias no Brasil são altas, com um índice de BNT de 86,4%, superando os 77% dos EUA e 72% da média internacional.

A diversificação das exportações do Brasil pode minimizar impactos na balança comercial, mas setores dependentes do mercado norte-americano serão mais vulneráveis.

  • Semimanufaturados de ferro e aço: 72,5% exportados para os EUA
  • Aeronaves: 63,2%
  • Materiais de construção: 57,5%
  • Etanol: 48,5%
  • Madeira e derivados: 43,3%
  • Petróleo e derivados: 27,9%

Se a lógica de reciprocidade for produto a produto, algumas categorias, como petróleo e derivados, podem ser menos afetadas.

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