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De salto de 1.250% em ativos ao Cine Belas Artes: a trajetória da Reag Capital

Em meio a uma ascensão impressionante, a Reag Capital Holding agora enfrenta investigações por supostos laços com esquemas de lavagem de dinheiro do PCC. A empresa, que se destacou no mercado financeiro brasileiro, viu suas ações despencarem após o anúncio da Operação Carbono Oculto.

Reag Investimentos alcança novos patamares no mercado financeiro

No dia 28 de janeiro de 2025, a Reag Investimentos, agora chamada de Reag Capital Holding, foi destaque ao negociar suas ações REAG3 na bolsa com um evento no saguão da B3, em São Paulo.

O fundador e presidente João Carlos Mansur liderou a celebração, ressaltando o crescimento da empresa, que passou de R$ 25,3 bilhões em ativos em 2020 para R$ 341,5 bilhões em julho de 2025, tornando-se a oitava maior gestora do Brasil.

A Reag ganhou notoriedade por sua expansão agressiva, que inclui a aquisição de 15 empresas, como a plataforma GetNinjas, e patrocínios a eventos e jogadores de futebol. Sua sede está localizada em um dos locais mais valorizados de São Paulo.

No entanto, no mesmo dia, a empresa também se tornou alvo da Operação Carbono Oculto, investigação da Polícia Federal e Receita Federal relacionada a lavagem de dinheiro conectada ao PCC. A Reag afirma que colaborará com as autoridades e mantém a regularidade de suas operações.

A operação apura a possível ocultação de patrimônio através de 40 fundos de investimento, dos quais 11 são da Reag, gerando especulações sobre a gestão centralizada de Mansur.

No mercado, a ação da Reag sofreu uma queda de 15,69% na mesma data, enquanto a Fitch Ratings apontou preocupações quanto à estrutura complexa da empresa e à sua alavancagem.

A Reag se posiciona como uma força a ser reconhecida e continua a prometer um futuro de sucessos no mercado financeiro.

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