De tacos de beisebol a caixões: veja como as tarifas de Trump devem encarecer produtos do dia a dia dos americanos
Novas tarifas de 25% sobre uma ampla gama de produtos importados, além do aço e alumínio, prometem aumentar os preços para os consumidores americanos. A estratégia do presidente Trump reflete um foco mais acentuado em bens de consumo e uma mudança na política comercial, levantando preocupações sobre os impactos econômicos.
Novas tarifas de Donald Trump sobre aço e alumínio entram em vigor nesta quarta-feira, refletindo uma estratégia comercial mais ampla. Diferentemente do primeiro mandato, as tarifas agora afetam mais de US$ 150 bilhões em produtos de consumo, incluindo itens como bastões de beisebol, molinetes e caixões.
As tarifas, com aumento de pelo menos 25%, impactarão diversos produtos, enquanto as consequências econômicas dependem das decisões de Trump. Na terça-feira, o mercado reagiu negativamente após propostas de aumento das tarifas canadenses.
A proposta de alteração nos impostos visa mudar o comportamento do consumidor e afastá-lo dos produtos estrangeiros. O CEO da Cleveland-Cliffs defendeu uma mudança cultural, apesar do custo mais elevado para os consumidores.
No entanto, essas novas tarifas são impopulares; uma pesquisa da Harris Poll revelou que quase 60% dos americanos esperam aumento de preços. Economistas alertam que os consumidores podem arcar com custos adicionais, além das tarifas.
A estratégia atual de Trump enfatiza uma cobrança de tarifas sobre bens de consumo, ao contrário de seu primeiro mandato, onde o foco era em produtos intermediários. Essa mudança pode aumentar a arrecadação, mas arrisca levar a uma desaceleração econômica.
A eliminação das isenções tarifárias é uma resposta às queixas de produtores de aço, com a ampliação das tarifas afetando 289 categorias de produtos. Itens do dia a dia, como panelas inoxidáveis e equipamentos esportivos, também serão impactados, ampliando a cadeia de custos.
Trump parece disposto a aceitar os efeitos negativos a curto prazo para potencializar benefícios a longo prazo, numa mudança significativa em sua política comercial.