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Debate sobre redes sociais reacende na França após streamer ser torturado e morto durante live

A morte do streamer durante uma transmissão prolongada acende alarmes sobre a segurança e a ética nas plataformas digitais. A investigação policial busca esclarecer os abusos cometidos e a responsabilidade dos criadores de conteúdo.

A morte do streamer francês Raphaël Graven, conhecido como JP, de 46 anos, levantou críticas na França sobre o controle das plataformas digitais.

Graven foi encontrado morto durante uma transmissão ao vivo de 298 horas na plataforma Kick, no dia 18. Imagens mostram-no inerte, com marcas no rosto, enquanto colegas tentavam acordá-lo agressivamente.

A polícia de Nice investiga o caso por suspeita de maus-tratos. Graven era famoso por fazer transmissões de “desafios extremos”, muitas vezes envolvendo agressões físicas e psicológicas.

Dois colegas de JP, “Narutovie” e “Safine”, foram detidos anteriormente por agressões durante as transmissões. Outro integrante, “Coudoux”, também sofria humilhações, mas as vítimas afirmaram à polícia que tudo era encenado.

Graven relatou receber até 6 mil euros mensais com suas transmissões, enquanto Coudoux ganhava cerca de 2 mil euros.

A ministra de Assuntos Digitais da França, Clara Chappaz, descreveu o episódio como “horror absoluto” e anunciou que irá denunciá-lo à Arcom e à plataforma Pharos.

A plataforma Kick anunciou que todos os streamers envolvidos foram banidos e que fará uma reavaliação completa de seus serviços no país.

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