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Debate sobre redes sociais reacende na França após streamer ser torturado e morto durante live

Investigação aponta maus-tratos em transmissões de desafios extremos, levantando debate sobre a responsabilidade das plataformas digitais. Ministra francesa critica o ocorrido e promete ações regulatórias para evitar casos semelhantes.

Morte do streamer francês Raphaël Graven, conhecido como Jean Pormanove ou “JP”, levantou questões sobre controle das plataformas digitais.

Ele foi encontrado morto durante uma transmissão ao vivo de 298 horas na plataforma Kick, com marcas no rosto. Colegas tentaram acordá-lo, mas a live foi interrompida.

A polícia de Nice investiga o caso por suspeitas de maus-tratos. Graven era famoso por transmissões de “desafios extremos”, apelidadas de “trauma porn”. Ele tinha mais de 500 mil seguidores.

Dois colegas, “Narutovie” e “Safine”, foram detidos em janeiro por supostos abusos. Um terceiro membro, “Coudoux”, também sofreu humilhações nas transmissões. Apesar das imagens, as vítimas negaram violência, alegando encenações.

Graven recebia até 6 mil euros mensais, enquanto Coudoux relatou ganhos de até 2 mil euros.

A ministra de Assuntos Digitais, Clara Chappaz, chamou o episódio de “horror absoluto” e pediu que o caso seja denunciado à Arcom e ao Pharos.

A plataforma Kick, criticada por falta de moderação, anunciou o banimento dos streamers envolvidos e uma “reavaliação completa” de seus serviços.

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