Defesa de Bolsonaro acusa PF de produzir ‘peça política’, denuncia lawfare e diz que WhatsAPP não é rede social
Defesa de Jair Bolsonaro classifica relatório da PF como "peça política" e rebate acusações de descumprimento de medidas cautelares. Advogados alegam que informações citadas no documento são irrelevantes e não configuram ilegalidades.
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) enviou uma manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) negando o descumprimento de medidas cautelares e qualificando o relatório da Polícia Federal (PF) como uma “peça política”.
A defesa argumenta que o relatório pretende desmoralizar Bolsonaro, a quem consideram “ainda um líder político”. O documento, entregue recentemente, alega que ele violou restrições, como a proibição de uso de redes sociais e que cogitou fugir do país ao solicitar asilo ao presidente argentino.
Além disso, Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro foram indiciados por coação e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A defesa refutou os argumentos sobre o asilo, afirmando que o documento encontrado era um rascunho antigo sem valor jurídico. “O ex-presidente não fugiu”, disseram os advogados, ressaltando que ele cumpriu as decisões do STF.
Quanto às mensagens enviadas via WhatsApp, sustentaram que o aplicativo não é uma rede social e que não houve descumprimento das ordens judiciais. “A interpretação elástica das cautelares é injustificável”, afirmaram.
Os advogados criticaram a PF por praticar lawfare e expor indevidamente a vida pessoal de Bolsonaro, considerando partes do relatório irrelevantes para a investigação. “Disse-me-disse” é como chamaram alguns conteúdos da investigação.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) agora avaliará os argumentos antes de um novo posicionamento do ministro Alexandre de Moraes. A expectativa é de que o parecer seja emitido em breve, enquanto Bolsonaro permanece em prisão domiciliar preventiva desde agosto.