Defesa de Bolsonaro vê relatório da PF como ‘peça política’ e nega intenção de fuga
A defesa de Jair Bolsonaro contesta a acusação de descumprimento de medidas cautelares e classifica o relatório da Polícia Federal como uma tentativa de desmoralizar o ex-presidente. O advogado Celso Vilardi argumenta que não há indícios suficientes para justificar a prisão preventiva.
Defesa de Jair Bolsonaro argumenta ao STF que ele não descumpriu as medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes.
Os advogados chamam o relatório da Polícia Federal de uma “peça política”, alegando que seu conteúdo visa desmoralizar o ex-presidente e expor sua vida privada. O advogado Celso Vilardi critica a inclusão de diálogos com seu filho, Eduardo Bolsonaro, e a análise das movimentações financeiras de Jair.
O relatório destaca que Bolsonaro teria recebido R$ 30 milhões entre 2023 e 2024, mas a defesa aponta um “vazio de indícios” nas alegações da PF.
Sobre a comunicação via WhatsApp, a defesa afirma que não houve descumprimento, pois a proibição de redes sociais não se aplicou a mensagens privadas. Vilardi destaca que, após a proibição, houve uma interrupção nos diálogos com Eduardo.
Além disso, a defesa refuta as acusações de que um rascunho de pedido de asilo ao presidente argentino Javier Milei indicava intenção de fuga, pois o documento é antigo. Vilardi enfatiza que Bolsonaro seguiu todas as ordens do STF, não fugindo do Brasil.
Outros diálogos considerados suspeitos, incluindo mensagens para o advogado Martin de Luca, também não apresentam indícios de crimes, segundo a defesa.
O processo será enviado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para avaliação sobre o possível descumprimento das medidas cautelares. Informações da PGR apontam que há poucas chances de pedido de prisão preventiva com base nos novos indícios.