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Defesa de Ramagem defende apuração da Abin sobre urnas; Cármen rebate

Durante o julgamento de denúncias de golpe de Estado, a defesa de Alexandre Ramagem contesta as provas apresentadas pela PGR e alega falta de fundamentação nas acusações. A ministra Cármen Lúcia questiona a legitimidade do papel da Abin na fiscalização das urnas eletrônicas.

O advogado Paulo Renato Pinto defendeu o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, no STF em um julgamento sobre um suposto golpe de Estado. A defesa contestou a alegação da PGR sobre criação de um grupo para aferir a segurança das urnas eletrônicas.

Cármen Lúcia, ministra do STF, questionou se a Abin tinha esse dever, esclarecendo que as urnas pertencem a outro Poder. A defesa argumentou que as provas apresentadas eram “tímidas” e não traziam novidades.

Ramagem foi denunciado em fevereiro de 2023 como parte de um plano para um golpe após as eleições de 2022. O inquérito aponta que uma célula da Abin, sob sua supervisão, influenciou ações de desinformação contra opositores.

No núcleo da denúncia, menciona-se que a célula estava sob a liderança de Marcelo Araújo Bormevet e Giancarlo Gomes Rodrigues, que monitoraram figuras contrárias ao governo. Ramagem teria orientado ações de desinformação e fortalecimento de narrativas fraudulentas.

A 1ª Turma do STF aprecia a denúncia e decidirá sobre o início de ações penais. Caso a denúncia seja aceita, o processo continuará para outros grupos envolvidos na acusação.

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